como um blues para um chet atkins
ele pode bem chegar bancando o favorito. George La Tour querendo me ensinar a melhor utilizar a luz de velas. pintando com cuidado, um pouco de luz e paciência novas imagens no meu escuro favorito. pode vir querendo pingar creme no meu ristretto precisamente curto e puramente amargo. ele pode entrar trazendo porta-copos ilustrados com os melhores cartazes de film noir pro meu bourbon sem gelo. ele pode gostar de Sergio Leone e de bourbon e de cores fortes nos espelhos dos interruptores. ele pode indicar o Hermann Hesse e preferir a biografia do Lobão. pode chegar desorganizando tudo. querendo apagar das paredes a contagem regressiva. talvez ele tente incitar em mim a ambição e com isso me irrite um bocado. pode querer me levar pro dia, me convidar pruma acintosa água de coco à beira-mar. ele pode ser viciado em Doc Watson. pode aparecer disposto a tirar meus blues favoritos de um autêntico Chet Atkins unplugged. pode ser que chegue de skate e carregue consigo quinze metros de algodão tecido pra que outros não determinem o tamanho da nossa tela. ele virá todo manso, eu sei... ele vai entrar de sola no meu instinto de autopreservação.

lindo, wan. duramente lindo.
obrigada, adri, minha amor!
adoro como vc escreve... profundo, intenso,lindíssimo!!!
Ai, Cris! Valeu mesmo!!! Beijo grande, grande!
Wan, intenso, vivo..consegue tocar a alma de tao profundo! Voce sempre sendo e existindo, continue assim, te faz autentica e legitima! Beijo grande, um bom 2012 pra vc! Sucesso, sempre!
Caraca! Que SURPRESA loka, Rafa! Obrigada! Um beijo e um grande 2012 pra você também.
Bonito pra caralho. Você tem que começar a ler suas coisas em saraus, Wanessa. Um beijo, Fernanda D´Umbra.
Pô, Fernanda... Obrigada. Vou tomar coragem. Um beijo
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